How a startup called Method roused a tired category and turned household cleaning products into objects of desire.

Neste final de semana, lendo a revista americana Business2.0, me deparei com esse artigo aí de cima. Li e comecei a refletir. Não me considero Americanófilo, morei 1 ano nos EUA e pude testemunhar tudo o que aquele país incrível também tem de ruim, como qualquer país.

É inegável, por mais que se queira negar, a capacidade que os americanos têm de empreender, de buscar o novo, de inventar e de, em última análise, enxergar oportunidades. Eles são mestres em enxergar espaço para novas idéias e novas empresas onde todos imaginam não existir muito espaço.

No artigo mencionado, é contada a história de 2 rapazes que no auge do boom pontocom resolvem montar uma empresa em uma área sem graça e antiga: produtos de consumo. Apesar de ser um espaço ocupado por gigantes como Procter, Unilever, Palmolive, eles perceberam uma oportunidade e foram atrás.

Passeando pelas gôndolas de supermercados e “grocery stores” notaram que todas as embalagens se parecem muito e que o que muda entre uma e outra é praticamente apenas a marca. Além disso, perceberam que a exploração dos espaços para a marca e para os atributos do produto é tão grande nas embalagens que ninguém tem vontade de deixar o produto à vista na sua casa. Olhando tudo isso, com a experiência adquirida em agências de propaganda que atendiam a produtos de consumo e com a ousadia que é particular aos americanos, foram a luta. Montaram a empresa na garagem e no começo faziam eles mesmos as misturas dos produtos. O diferencial: bons produtos, com embalagens bonitas (que as pessoas tivessem vontade de deixar à vista) e, claro, com preços competitivos em relação aos produtos “normais”. Visitaram centenas de “grocery stores” e começaram a emplacar seus primeiros produtos. Nessa altura, levantaram capital (um mecanismo interessantíssimo, muito comum nos EUA e muito raro por aqui ainda, infelizmente) e começaram a crescer. Faturaram 10 milhões de dólares em 2003 (pouco para o mercado americano, mas muito para o estágio da empresa) e já têm uma presença nacional naquele país através de uma rede de lojas que vendem seus produtos.

Enfim, a empresa vai bem obrigado, seus clientes pedem diariamente que ela ofereça mais categorias de produtos e até mastodontes como a Procter os vê como concorrentes!

Trouxe tudo isso a você pois, como disse no início, li esse artigo (ah, o link está lá embaixo) e comecei a refletir: como ainda somos limitados aqui em terras tupiniquins, como pensamos sempre em copiar tudo e como achamos que não podemos inovar e criar coisas novas. Não quero ser injusto, há exceções, claro mas, de forma geral, vejo uma dificuldade enorme do brasileiro em inovar, em acreditar que pode fazer diferente algo que já é feito igual há anos.

Vejo coisas interessantes acontecerem, reconheço a capacidade dos empreendedores e empresários brasileiros mas, de uma forma geral, se alguém chegasse a você numa roda de chopp e dissesse: vou criar uma empresa para competir com a Unilever e a Procter….. antes mesmo de ouvir o que ele tinha a dizer, você já estaria pensando: “se toca, cara, competir com esses monstros?, Você está louco… monta uma franquia e sossega! ou então arruma um emprego e não se mete a besta!”, não é? Sei que é. Talvez você, leitor do EB!, já esteja em outro momento da sua vida mas, assim mesmo, o que você responderia a si mesmo se pensasse em competir com a Unilever? Hum?

Na mesma edição da Business2.0, há uma empresa de malas de viagens que apresenta um série de novidades e que foi criada por um ex-piloto comercial que sentia na pele o quanto eram ruins as soluções de malas criadas por gente que viaja muito menos do que pilotos!

Interessante, não? Cool business opportunities, no?

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