Está acontecendo uma discussão nos últimos dias sobre as vantagens (ou eventualmente desvantagens) das pessoas serem multitarefa, ou seja, fazerem infinitas coisas e tudo ao mesmo tempo agora. Há uma legião de pessoas pregando em blogs, artigos e conversas por aí que a produtividade fica altamente comprometida e, inclusive, se perde com a qualidade de vida, quando adotamos o estilo “tudo ao mesmo tempo agora” tão típico nos jovens de hoje em dia.
Por outro lado, uma das coisas com o maior poder de mobilização do empreendedor é a sua capacidade de fazer. Sair do nada, literalmente, e fazer coisas nascerem, acontecerem, virarem realidade. E normalmente coisas que para os olhares comuns e despretensiosos, pareciam totalmente impossíveis. Sobre isso não restam dúvidas.
Fiquei pensando no empreendedor multitarefa e nas empresas multitarefa criadas por eles. Quantas empresas não prestam mil serviços ao mesmo tempo e, claro, não conseguem ter excelência em nenhum deles? Quantas empresas têm centenas de projetos que nunca seguem adiante pela mais simples falta de direcionamento? Quantas iniciativas são apenas tomadas pela vontade multitarefa exclusiva do seu dono?
Mas como tudo na vida tem o outro lado – ô vida complicada! – quantas empresas ou projetos só existiram pela mesmíssima sina multitarefa do empreendedor ou de seus colaboradores? Várias!
Perto da minha casa tem um restaurante que se chama McLean, de comida chinesa e churrasco (!?) mas que serve pizzas a noite também…
Qualquer dia ainda vou passar lá, só pra observar se essa estratégia “multifood” funciona ou não!
;-)