Não sei se a crise é grande, pequena, uma marolinha ou um derretimento global. Não sei o quanto ela afeta meu negócio – alguns acham que pode até ser uma oportunidade! Não sei quem tem razão, o otimista que diz que o que se lê por aí é um enorme exagero e que a coisa já já se acerta ou aqueles que garantem que o cataclisma mal começou e ainda tem muito pra afundar.
Não sei. E sabe do que mais? Provavelmente ninguém sabe.
Agora uma coisa – triste demais – eu sei: por precaução, prevenção, cautela, cuidado, bom senso, sabedoria, medo, falta de originalidade, e independentemente de como se classifica o gesto, um ato sensato ou a mais pura adesão ao momento – está todo mundo cortando, reduzindo, repensando, postergando, cancelando e aí, sabe o que acontece?
A gente chega na crise, a gente ajuda a criar a recessão, a gente trabalha a favor da ladeira abaixo. Quem corta empregos gera gente sem salário que consumirá menos e o círculo vicioso está criado.
Não acho que as explicações para a crise sejam assim simples, mas percebo o poder desse ciclo negativo sendo reforçado por cada player econômico. Triste, mas real.
Alguns dos meus clientes cortaram verbas, eu estou cortando custos e os afetados por mim serão obrigados a fazerem os cortes deles. Se tudo isso era necessário mesmo não dá pra saber até porque depois de começado, vira real. Lamentável, mas real.
Para nós empreendedores, que somos naturais do ciclo virtuoso, de criar oportunidades, gerar empregos e pensar pra frente, este momento é um desafio ainda maior pois, se já éramos “do contra”, agora somos uma voz dissonante num mundo pra baixo.
Espero que sejamos muitos e sejamos fortes, o mundo está precisando de nossa energia empreendedora!