Esse é meu primeiro artigo feito no iPad. Ainda não tenho um teclado portanto não consigo ter uma mega velocidade de digitação mas, ao contrário do que todo mundo disse (ok, ok, não foi todo mundo, mas uma boa parte), o teclado é uma delícia, funciona super bem e dá para digitar na boa.
E, diga-se de passagem, o iPad é simplesmente fantástico! Não sou fã incondicional do Jobs e não compro os produtos dele por ele ou pela Apple, compro porque os caras estão fazendo com a computação o mesmo que fizeram com a telefonia: dando um baile de inovação e de pensar fora da caixa.
O iPad que uso neste instante está no meu colo na cama enquanto o iPod dele toca minhas músicas e, de tempos em tempos eu dou uma olhada no email, só para acalmar a ansiedade de empreendedor. Hoje cedo coloquei os ppts – digo Keynotes – das apresentações da Pix e da ResultsON nele (elas ficaram imensamente mais bonitas que no meu note!!), já comprei alguns livros (que posso ouvir ao invés de ler, se preferir), fiz o sync de tudo, inclusive dos meus livros que estavam no Kindle (que já vendi), de forma que agora eu me comunico, vendo, trabalho, escrevo meus pensamentos, leio, navego na web e me divirto, tudo nesse aparelhinho lindo, pequeno, ágil e cuja bateria dura pelo menos 8 horas.
Quem me oferecia isso antes? Hum???
Sérios problemas para as Dells, HPs e Sonys da vida que há tempos não se re-inventam e nem conseguem pensar coisas disruptivas.
Cumpridas minhas missões do feriado no meio da semana – algumas coisas do business, acertos aqui no iPad e banho nas dogs – dei uma navegada pelo meu timeline do Twitter e notei como as mídias sociais via Twitter se tornaram uma coisa simples, aproximando as pessoas e permitindo um olhar – seria um bisbilhotar? – na vida dos amigos e conhecidos (fãs para alguns) que vai, penso eu, mudar muito o comportamento das pessoas. Sei hoje onde os amigos almoçam, com quem, o que fazem nos finais de semana e até mesmo o humor de cada um deles com um feriado no meio da semana. Sei também quem eles gostam e quem são seus desafetos. Vejo seus traumas e das coisas que se orgulham. Observo as brigas dos casais e sei quem está em crise ou não. Acompanho alguns amigos e sei também a quantas anda a vida profissional deles. É incrível como mais se tornou menos, como ao restringir os texto aos tais famigerados 140 caracteres, ao invés de limitar a comunicação, a coisa de expandiu de uma forma explosiva e a coisa de termos vidas que são livros abertos é a mais pura verdade. Fico impressionado como a tal da transparência está se tornando uma praxe absoluta. Possivelmente muita gente não percebe o que está acontecendo e acha que dar um check-in em alguns endereços é mais revelador do que a sua timeline do dia-a-dia, repleta de revelações, sentimentos, pensamentos, pessoas, emoções, verdades e mentiras.
Dez dias acompanhando a timeline de um Twitteiro revela muito mais do que anos de convivência podem não desvendar. Pro mundo e pra máquina, parece, temos uma abertura maior do que para as pessoas que nos rodeiam. Dar um #fail prum amigo ou mesmo elogiar com um #adorei no Twitter, parece mais simples, impessoal e mais tranquilo de fazer do que criticar ou elogiar o amigo ou amiga ao vivo. Somos mais íntimos no Twitter do que na vida real, observo.
Se você ficou com a sensação de que acho tudo isso ruim, muito pelo contrário, você entendeu errado. Acho esse momento simplesmente fascinante, em especial pela possibilidade que se apresenta de tudo isso mudar um pouco o mundo e as pessoas, criando uma transparência maior (mesmo que as pessoas não percebam) que deixará tudo mais às claras.
Faça um teste, pegue aquele belo FDP que você conhece e veja o Twitter dele por uns 10 dias (vá lá na timeline dele, observe atentamente…) e me diga se o FDP não está lá inteirinho, totalmente revelado? Aposto que está. E se está para você, estará também para quem quiser ver.
E essa talvez seja a faceta mais animadora e promissora que as mídias sociais estão trazendo pro mundo! Um mundo melhor. Ou se não melhor, ao menos bem mais transparente!
Só o tempo para ajudar a formular o sentido na cabeça das pessoas para entender toda essa revolução, só sei que eu quero o meu iPad. Bom post Bob!
abração!
Valeu cara! Tem gente que acha que sou otimista, mas penso que a coisa vai melhorar mesmo! Abs, Bob
e o iPad é qq coisa!!!
BTW, tem Vex em NY? Se eu me associar pago mais pra usar lá?