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Tem dias que a gente acorda achando que é melhor ficar na cama, não fazer nada, nem sair para a rua, pois algo nos diz que não vai ser um bom dia, não tem?
Dá aquela vontade de ligar pro chefe e dizer que não vai, não dá?
Hum…. mas e se o chefe é você mesmo? Como fica? Se você enveredou por essa coisa do emprendedorismo e se tornou seu próprio patrão e ainda arrumou um monte de patrões nos seus clientes, colaboradores, gerentes dos bancos, fornecedores, etc, etc… você não pode mais se dar a esse ‘luxo’.
Ligar para você mesmo é bobagem!!??
O que você faz? Faz!! Levanta, toma um banhão e vai pra luta! E, sabe de uma coisa, na maior parte das vezes o dia acaba não sendo tão ruim quanto parecia. E, como você se mexeu, muitas vezes nem lembrará que o dia começara assim.
Tem 2 definições que podem nos ajudar a entender melhor essa história da motivação do empreendedor:
A primeira delas, ouvi outro dia em um debate sobre Empreendedorismo Corporativo que eu estava moderando. Robert Wong, da Korn&Ferry disse-nos que a diferença entre um empreendedor e um empregado está justamente na maneira que cada um deles é motivado. De fato, segundo Wong, um empregado é motivado, tanto de forma positiva, com prêmios, viagens, bônus, etc, assim como de forma negativa, perder o emprego, não ser promovido, etc.
Por outro lado, um empreendedor não é motivado por nada externo mas é INSPIRADO, o que é algo dele próprio, interno, e que não depende de nenhum fator externo. O empreendedor faz as coisas por sentir que deve fazer, que tem uma missão, que vai mudar o mundo, que tem uma responsabilidade para com as pessoas e assim por diante. Tudo dele próprio.
Faz sentido, não faz? Naquela manhã, depois de 3 minutos de vontade de não levantar, o empreendedor se inspira pelas coisas que poderá fazer naquele dia, pelos desafios, pelo tesão de resolver os problemas que parecem insolúveis, etc, etc. e levanta e toca pra frente.
Outra definição, que não é exatamente uma definição mas uma característica, ouvi quando preparava meu livro e entrevistei o publicitário Fábio Fernandes da F/Nazca. A certo ponto disse ele: ‘não tenho paciência para ficar deprimido, para ficar melancólico. Me enche o saco isso!’
Acho que empreendedores são bem isso. Até têm seus momentos ‘down’ mas esse momentos são passageiros e eles até acabam os transformando em algo positivo. Inspirados por coisas internas e sem paciência para baixo astral os empreendedores vão criando seus negócios, contra tudo e contra todos e, muitas vezes, contra si próprios!
Esse editorial é fruto de um domingo que acordei meio pra baixo com a vida, tive vontade de nem atualizar o EB! mas, em questão de minutos me inspirei pela missão que tenho no EB!, pelo tesão de receber e-mails com pessoas dizendo que se entenderam melhor através dos meus escritos e, como disse acima, transformei o ‘pra baixo’ no tema da coluna, que acabou sendo algo ‘pra cima’ para você leitor, espero!
Como acontece com o Fábio Fernandes, também não tenho muita paciência para o baixo astral e meu domingo já está ótimo! Estou já na metade do 3o livro do Elio Gaspari sobre os anos duros da ditadura, maravilhoso trabalho, e ainda muita coisa vai rolar, até o sol apareceu, mas isso já é outra história……
Em tempo: não acredito que ser inspirado e não ter paciência para o baixo astral sejam coisas natas. Não acredito que empreendedores são seres escolhidos. Várias dessas característica são apreendidas, desenvolvidas e cultivadas ao longo dos anos.