Posts Tagged ‘jovens’

Essa semana, chegando em meu escritório (numa charmosa vila no Brooklin em SP), me deparei com uma pequena equipe lavando o carro de um dos meus sócios. Reparei que havia também um veículo de apoio à operação, estacionado na minha vaga com o porta-malas aberto.

Como a curiosidade de empreendedor é enorme, chega ao ponto de me fazer ouvir a conversa da mesa ao lado em restaurante, não pude deixar de perguntar o que estava acontecendo.

Para minha grata surpresa, estava diante de mais um dos milhares de empreendedores criativos desse nosso país.

Seu Raimundo (ou algo assim, não tenho certeza se é esse o nome mesmo dele, o cartão ficou lá na Vila) tem um Fusca e faz lavagem de carros a domicílio. Tem o Zé como ajudante, preparou o porta-malas do possante para acondicionar os produtos de limpeza e atende sua clientela se deslocando até ela. 12 reais é o que cobrou pra lavar o meu carro – já virei cliente dele!

Encontrou (ou criou) um nicho, e dele tira seu sustento. Parece feliz. De quebra, é apaixonado por Fusca e decorou o seu com vários modelos miniatura (veja a foto).

Pode-se, claro, olhar tudo isso sob a ótica do desemprego, da informalidade, da falta de oportunidades de trabalho em nosso país ou, sob uma ótica diferente, podemos identificar alguém que, mediante todas essas dificuldades, resolveu empreender. Soube se virar, gera 1 emprego (informal, claro, mas há renda real pro Zé), criou um negócio e dele tira seu sustento.

Particularmente, fico com a segunda opção e cada vez que me deparo com uma pessoa dessas, que foi capaz de enxergar uma brecha e de criar seu próprio mercado, fico motivado a tocar em frente, a perseguir meus sonhos e maluquices.

E viajo, claro. Já vejo o seu Raimundo daqui uns anos como o dono da Home-KarKlin, a maior rede nacional de lavadores móveis de carros, administrando 20 escritórios Brasil afora, gerindo mais de 500 empreendedores-lavadores, criando empregos e ajudando a mudar nosso país.

Sonho? Pode ser, mas se não os tivermos…

Esta semana realizamos uma entrevista especial – Kaleil Isaza Tuzman -criador da GovWorks que teve seu boom e sua queda documentadas no filme Start-up.com. Foi um papo maravilhoso. Quase 2 horas de fitas gravadas, com vários pontos altos, discussões acaloradas e conclusões interessantes.

Mas não vou falar disso agora, pois ainda precisamos terminar a edição da entrevista – ela só vai ao ar no final dessa semana – mas para discutir um pouco como o empreendedor é um grande vendedor. Kaleil é um desses exemplos.

Não falo daquela imagem antiga que temos do vendedor, o chato, o típico caixeiro viajante, aquele que te faz levar o produto só para você se ver livre dele… falo do vendedor apaixonado, que ama (sinceramente) o que está vendendo e que é, por conseqüência, um ser interessante, cheio de histórias, repleto de saídas e meandros para quando a venda empaca e uma pessoa capaz de vender sonhos!

Esse é o empreendedor!

Muitas pessoas me perguntam se elas que não nasceram com esse dom “vendedor” então não podem (ou devem) se tornar empreendedoras. Fazem uma referência natural a pessoas que conhecem da mídia – Nizan Guanaes sendo muito citado – como exemplo de pessoas extrovertidas, brincalhonas, cheias de tiradas ótimas e que “vendem” seus negócios o tempo todo de maneira brilhante e, como não se enxergam Nizans, se intimidam e até se questionam se podem ser empreendedores.

Minha resposta é sempre que SIM! Não por uma coisa Polyana, boba, mas sim porque acredito mesmo que quando a pessoa resolve montar o seu negócio a paixão é tão grande que mesmo o mais tímido dos seres humanos arruma um jeito de ser “vendedor”. Já vi de japonês fechado a engenheiro típico vendendo seu negócio de forma brilhante – original, sem dúvida – mas brilhante.

Não é o estilo que importa, nem mesmo a forma. O que vale é pensar no seu negócio como algo que deve ser “vendido” o tempo inteiro, vendido pro seu pai (quando você vai contar para ele que aquela faculdade maravilhosa não serviu para você virar um grande executivo), pra namorada (quando você disser que a partir daquele momento a grana e o tempo estarão curtos), para um sócio (quando você quer que ele ponha dinheiro no negócio), para um investidor, para um cliente, para a imprensa e, em última análise, para você mesmo!

E, se no último dos últimos casos, você ainda achar que é tímido demais para a coisa, você ainda tem uma saída: arrume um sócio ou contrate alguém que cumpra esse papel!

Não tem desculpa não, se a pulguinha te mordeu, vá em frente!

Tem dias que a gente acorda achando que é melhor ficar na cama, não fazer nada, nem sair para a rua, pois algo nos diz que não vai ser um bom dia, não tem?

Dá aquela vontade de ligar pro chefe e dizer que não vai, não dá?

Hum…. mas e se o chefe é você mesmo? Como fica? Se você enveredou por essa coisa do emprendedorismo e se tornou seu próprio patrão e ainda arrumou um monte de patrões nos seus clientes, colaboradores, gerentes dos bancos, fornecedores, etc, etc… você não pode mais se dar a esse ‘luxo’.

Ligar para você mesmo é bobagem!!??

O que você faz? Faz!! Levanta, toma um banhão e vai pra luta! E, sabe de uma coisa, na maior parte das vezes o dia acaba não sendo tão ruim quanto parecia. E, como você se mexeu, muitas vezes nem lembrará que o dia começara assim.

Tem 2 definições que podem nos ajudar a entender melhor essa história da motivação do empreendedor:

A primeira delas, ouvi outro dia em um debate sobre Empreendedorismo Corporativo que eu estava moderando. Robert Wong, da Korn&Ferry disse-nos que a diferença entre um empreendedor e um empregado está justamente na maneira que cada um deles é motivado. De fato, segundo Wong, um empregado é motivado, tanto de forma positiva, com prêmios, viagens, bônus, etc, assim como de forma negativa, perder o emprego, não ser promovido, etc.

Por outro lado, um empreendedor não é motivado por nada externo mas é INSPIRADO, o que é algo dele próprio, interno, e que não depende de nenhum fator externo. O empreendedor faz as coisas por sentir que deve fazer, que tem uma missão, que vai mudar o mundo, que tem uma responsabilidade para com as pessoas e assim por diante. Tudo dele próprio.

Faz sentido, não faz? Naquela manhã, depois de 3 minutos de vontade de não levantar, o empreendedor se inspira pelas coisas que poderá fazer naquele dia, pelos desafios, pelo tesão de resolver os problemas que parecem insolúveis, etc, etc. e levanta e toca pra frente.

Outra definição, que não é exatamente uma definição mas uma característica, ouvi quando preparava meu livro e entrevistei o publicitário Fábio Fernandes da F/Nazca. A certo ponto disse ele: ‘não tenho paciência para ficar deprimido, para ficar melancólico. Me enche o saco isso!’

Acho que empreendedores são bem isso. Até têm seus momentos ‘down’ mas esse momentos são passageiros e eles até acabam os transformando em algo positivo. Inspirados por coisas internas e sem paciência para baixo astral os empreendedores vão criando seus negócios, contra tudo e contra todos e, muitas vezes, contra si próprios!

Esse editorial é fruto de um domingo que acordei meio pra baixo com a vida, tive vontade de nem atualizar o EB! mas, em questão de minutos me inspirei pela missão que tenho no EB!, pelo tesão de receber e-mails com pessoas dizendo que se entenderam melhor através dos meus escritos e, como disse acima, transformei o ‘pra baixo’ no tema da coluna, que acabou sendo algo ‘pra cima’ para você leitor, espero!

Como acontece com o Fábio Fernandes, também não tenho muita paciência para o baixo astral e meu domingo já está ótimo! Estou já na metade do 3o livro do Elio Gaspari sobre os anos duros da ditadura, maravilhoso trabalho, e ainda muita coisa vai rolar, até o sol apareceu, mas isso já é outra história……

Em tempo: não acredito que ser inspirado e não ter paciência para o baixo astral sejam coisas natas. Não acredito que empreendedores são seres escolhidos. Várias dessas característica são apreendidas, desenvolvidas e cultivadas ao longo dos anos.

Nessa semana participei de 2 eventos na área de Empreendedorismo. O primeiro, uma palestra na Faap para alunos do seu MBA e o segundo o lançamento de um program de capacitação em Empreendedorismo que estou implementando junto a Fapesp/Endeavor, com apoio do Sebrae.

Em ambos fiquei, mais um vez, impressionado como o tema desperta o interesse das pessoas. Como sou um empreendedor e não um palestrante ou professor (*), sinto que as pessoas querem me sugar, saber tudo, extrair tudo e, em muitos casos, sinto olhares de admiração, idealização até saio dos eventos ‘drained’, como tão bem definiriam os gringos – sugado, talvez em Português – pela intensidade que se discutem os temas, as perguntas e como as pessoas estão inebriadas por conhecimento ou informação.

Na Faap, em plena terça-feira, 14hs, palestrei para uma audiência grande, atenta, interessante e que, ao contrário de muitos outros locais por onde passei, me pareceu procupada com seu futuro profissional e que já percebeu que o tal do tão sonhado emprego não existe mais. As perguntas foram pertinentes e incisivas. Um delas, que penso vale reproduzir aqui, foi mais ou menos assim: o que mais aprendi nos meus momentos de insucesso (faço sempre questão de deixar claro que os tive e os tenho aos montes!)? Quais as dicas que daria? Pensei um segundo: a primeira – converse com você mesmo. Em 99% dos casos você sabe o que fazer, sabe a resposta para o problema e apenas tem dificuldade de ver isso claramente ou, na maior parte das vezes, de agir! Fazer o que tem que ser feito às vezes é doloroso, demanda um esforço especial. É comum que eu ande pela quadra falando comigo em voz alta! É conveniente não fazer isso na frente das pessoas que podem achar que você tem outros problemas também! E a segunda dica é: relaxar. Muitas vezes você fica procurando respostas, soluções, saídas ou novas alternativas para sua vida profissional e sua cabeça fica como que girando em círculos, como que num labirinto mental. É preciso apagar isso. É preciso dar uma espécie de ‘re-boot’ em seu cérebro. Se você não se abrir para outras coisas, muitas vezes a solução mais óbvia de seus problemas não aparece. Foi assim, contei para a turma, que apareceu meu mais recente negócio: o Fotosite. Num momento de baixa, me dediquei um pouco à Fotografia como hobby…. e após publicar um trabalho pessoal no Fotosite, nasceu uma relação de trabalho que está extremamente interessante, tanto do ponto de vista do negócio como pessoal.

Nos EUA o insucesso (ou fracasso, apesar dessa palavra ser forte demais e até errada para a situação de um negócio que não vingou, penso) é valorizado. Um investidor pensa que alguém que já ‘não deu certo’ tem mais experiência em negócios e até mesmo está mais vacinado pessoalmente contra loucuras típicas de empreendedores principiantes. Um sócio que já teve a experiência de ‘não vingar’ será também um sócio mais prudente e é sempre útil saber como a pessoa agiu no momento da crise. Isso pode evitar grandes surpresas em momentos difíceis.

No final do evento, caímos em uma discussão que, penso, é importantíssima. Temo até estar me tornando repetitivo e monotônico, mas ouso mais uma vez trazer à tona a questão. Apesar de ser totalmente favorável a que as pessoas tenham uma vida decente e tenham o que comer, sou contra o ‘mood’ que o governo federal vem dando à solução dos nossos problemas. Sou contra FomeZero, por exemplo, por várias razões: é assistencialismo puro; cupons de comida são comprovadamente a forma errada de erradicar probreza; é um mecanismo perverso e que permite muita corrupção e não existem recursos para sustentabilidade mas, afora tudo isso, existe um fator que a meu ver é o pior de todos: o Fome-Zero não favorece em nossa sociedade a noção de co-responsabilidade, de auto-responsabilidade e baixa ainda mais a nossa auto-estima. O leitor pode pensar: não seria justamento ao contrário? Penso que não. É um programa que, por mais nobre que a causa seja, nos faz lembrar o tempo todo que uma parte enorme do país não come (isso é meio polêmico tambem…) e que se não ‘dermos’ a nossa colaboração, isso não vai mudar. Hum? Mais colaboração? Os mais de 50% de impostos sobre tudo o que produzimos não bastam? Hum? E, por outro lado, não se cria auto-suficiência em nada, nem no programa e muito menos na cabeça do cidadão. Péssimo isso!

Na pesquisa que publiquei semana passada sobre os universitários face ao Empreendedorismo, vemos claramente isso se refletindo: perguntados o que esperam do governo em relação ao empreendedorismo deram uma resposta acachapante: TUDO!. Apenas 6% foram capazes de dizer: ‘que não se meta!’.

Pena. Mas, como Empreendedor que sou, mantenho meu otimismo e penso que somos maiores do que qualquer PT ou PSDB ou ACM e que eu viverei o suficiente para ver o Brasil se tornar o país do presente! O futuro já foi!

(*) Nada contra palestrantes ou professores, muito pelo contrário. Contra sim aqueles que professam experiência de algo que não tem.

Estudo realizado pela EmpresaBrasil! em parceria com a Invent mostra que a grande maioria dos estudantes universitários pensa em empreender.

Numa iniciativa da EmpresaBrasil! com o apoio estratégico da Invent, empresa especializada em investimentos na Internet, foi realizado um estudo junto a universitários de todo o país com vistas a entender o que pensam do Empreendedorismo, como se posicionam, quais os fatores motivadores e quais os limitantes, onde vêem as dificuldades e o que esperam de suas carreiras face ao Empreendedorismo.

O estudo foi realizado através do envio de um convite a um mailing de 20mil estudantes universitários de todo o país que fazem parte do cadastro da “O Carteiro” – uma das empresas Invent. Não havia brindes, incentivos especiais ou qualquer tipo de recompensa para quem respondesse.

Logo de cara, uma surpresa muito animadora: nos 3 dias seguintes ao disparo do convite aos 20000 e-mails (fizemos um único disparo), tivemos 2750 respondentes (questionários completos) o que dá uma taxa excepcional de quase 14% da base. Note-se que não houve qualquer tipo de motivação especial como prêmios, concursos, nada.

Não é óbvia a cena de um jovem estudante, preocupado com suas festas, namoradas, roupas que usa, marcas que consome, carro que tem (ou quer ter), parar o que estiver fazendo para responder a 9 perguntas sérias sobre o que pensa de um assunto qualquer, concorda? Ainda mais sem nenhum benefício visível e palpável sendo oferecido, além de um muito obrigado ao final.
Podemos então inferir, sem medo de errar, que o assunto está na cabeça do jovem, além, claro, de estarmos trabalhando com uma base boa.

Nossa primeira pergunta era a natural: você pensa em Empreender? E, de novo, uma surpresa animadora – 86,1% disseram que SIM, sendo 42,8% – Sim, muito e 43,3% – Sim. Sabemos que declarações desse tipo em sondagens são sempre subjetivas pois estamos perguntando coisas hipotéticas e tentando entender atitudes futuras mas, mesmo assim, esse resultado de mais de 80% de SIM é muito importante. Sabíamos, ou quem sabe intuíamos, que a questão do Empreendedorismo vinha crescendo muito na cabeça dos estudantes e sabemos também que o emprego formal, bem remunerado e atraente, vem se reduzindo muito no mundo todo, fatos que levam a uma atenção especial com novos caminhos. O que não tínhamos noção é que esses índices já fossem tão altos, que o assunto fosse tão “top of mind” na cabeça da moçada a ponto de investirem (não acho mais que pensaram estar perdendo) tempo para responder o questionário.

Um vez respondida a primeira pergunta, dividimos os entrevistados em 2 grupos: aqueles que pensam em Empreender e os que não o querem. Procuramos, a partir daí, entender as principais razões que os levam a pensar em empreender, assim como as maiores dificuldades. Perguntamos também o que esperam do Governo, se o ambiente influencia ou não, se a crise atrapalha o Empreendedorismo, o que é mais importante para o Empreendedorismo e por fim, como os jovens vêem os empreendedores brasileiros.

A seguir apresentamos as conclusões mais importantes. Caso seja de seu interesse, disponibilizamos a apresentação completa do estudo.

O DESEJO DE EMPREENDER
Ao contrário do que se pudesse pensar, as maiores razões para Empreender apontadas pelos jovens são Realização Profissional (35%) e Desejo de Ter o Próprio Negócio e não a Falta de Emprego (11%). É interessante como, ao menos na cabeça dos entrevistados, eles não percebem o Empreendedorismo só como uma saída, ou a última saída, para suas vidas profissionais. Enxergam sim realização pessoal e têm vontade de montar negócios. Interessante.

O NÃO DESEJO DE EMPREENDER
O grupo que diz que não pensa em empreender afirma que não o faz por uma razão predominante – Falta de Capital (36%), mas 35% dos respondentes diz ter outras razões para não fazê-lo que não as apontadas na pergunta (Capital, Falta de Preparo, Preconceito, Desconhecimento). Aqui, precisaríamos estudar mais para entender a que se deve essa resposta. Lembre-se que estamos falando de cerca de 14% dos respondentes apenas.

A DIFICULDADE
Perguntamos aos jovens onde eles julgam estar a maior dificuldade para realizar seus sonhos de Empreender. Naqueles que querem Empreender, uma parcela significativa (46%) acredita que a falta de capital é a principal dificuldade a ser superada. Convém notar que no grupo dos que não pretendem Empreender, a falta de Capital não se mostra tão importante (25%) e a Falta de Oportunidades aparece em seguida como um item importante (24%).

PATERNALISMO
Quando perguntamos o que eles esperam do governo, os jovens (de ambos os grupos) dividem suas respostas de forma quase igualitária entre Facilite a Entrada de Capitais (25%), Fomentador – Ex. Sebrae (24%), Financiador – Ex. BNDES (26%) e Faça as Reformas (19%). A alternativa Não se Meta foi escolhida por apenas 6% dos respondentes. Essa pergunta não nos reserva grandes surpresas. Vemos que os jovens ainda estão muito influenciados por décadas de governos paternalistas e que coisas como o velho coronelismo ainda fazem parte de nossa cultura. Infelizmente ainda esperamos que ALGUÉM faça algo por nós.

O MAIS IMPORTANTE
Tentando complementar a informação das maiores dificuldades, perguntamos ao jovens o que eles julgam ser mais importante para o Empreendedorismo. Capital aparece em primeiro lugar (38%), coerentemente com a resposta da maior dificuldade. Em seguida, encontramos Acesso a Informação (32%). Educação é o próximo item, com 18% apenas. Alarmante? Talvez, mas buscando refletir com calma sobre o que esses números nos dizem, pensamos que eventualmente a melhor tradução desses resultados é a de que os jovens não vêem na educação um caminho natural para o Empreendedorismo e, quando pensam em se preparar para Empreender, pensam mais em cursos, leituras, etc que podem ter sido englobados em Acesso a Informação (32%). Seja como for, é para se pensar, não?

O EMPREENDEDOR BRASILEIRO
Para terminar nossa questionário, perguntamos ao jovens como eles vêem o Empreendedor Brasileiro. Criativo (39%) responderam os que pensam em Empreender, com Competente (21%) e Inovador (20%) vindo em seguida. Já os que não pensam em Empreender não consideram o Empreendedor brasileiro tão criativo (26%) e o vêem mais Competente (25%) e Inovador (25%). A diferença me parece mais relacionada ao próprio respondente (como ele se vê a si próprio) do que de fato a alguma diferença do Empreendedor. Em ambos os grupos, no entanto, há uma visão muito positiva da Empreendedor brasileiro. Incompetente aparece com apenas 6 e 7% (nos 2 grupos).

Vemos que os jovens estão sim considerando o Empreendedorismo como um alternativa de carreira e de realização pessoal.

Essa talvez seja a conclusão mais importante do estudo pois nos coloca cara a cara com outras várias questões: como ajudar esse jovem a se formar? Como ajudá-lo, posteriormente, a Empreender? Como mudar nossa mentalidade “assistencialista”? Como fomentar o Empreendedorismo no país? Como? Como? Como?

Lembre-se, mais de 80% dos estudantes está contemplando essa possibilidade, portanto precisamos buscar algumas dessas respostas. Urgentemente.

Mais do que elogiar o que escrevi, até porque não havia nenhuma grande novidade ou sabedoria suprema, as pessoas queriam me agradecer pelo alívio, pela identificação e pelo conforto que o artigo lhes deu.

Ao responder aos emails no final de semana procurei entender o que se passava e vi que:

1 – Meu artigo está certo ao menos em um ponto: empreender é íntimo e pessoal, e os empreendedores se sentem os únicos malucos da terra, totalmente imcompreendidos. Vivem meio que isolados nos seus próprios sonhos (o não significa isolados do mundo) e, muitas vezes, desconhecem que tantos outros passam por sentimentos muito semelhantes. E, quando descobrem isso, ficam mais tranquilos.

2 – Existem muito poucas alternativas, sejam elas revistas, programas de TV, consultorias, escolas ou universidades, grupos de encontro, orgãos governamentais ou de fomento ou mesmo ongs que entendem essas questões e que se proponham a ajudar os empreendedores onde eles mais precisam: se auto-conhecerem. Coisas formais existem de monte. Cursos de empreendedorismo dados por “não-empreendedores” estão nascendo como erva daninha e gente que “entende” de empreeendedorismo brota como água da terra. Mas isso pouco ajuda e tenho reparado que a grande maioria das pessoas que participam dessas coisas não são empreendedores.

O EmpresaBrasil!, na sua mais modesta atuação, nasceu exatamente para isso. Queremos ir a fundo nas questões, queremos discutir o âmago do problema. E, claro, entender os melhores caminhos que o país deve seguir com relação ao Empreendedorismo.

Não resolvi escrever um editorial cabotino, falando de como somos bons e legais, muito pelo contrário, estamos no começo, apenas colocamos a sementinha na terra e tudo ainda está por germinar.

Assim, venho até você, leitor, convidá-lo a participar, a pensar como saimos da situação que estamos e, como disse no meu artigo, a entender como podemos brigar pela causa do empreendedorismos juntos!

O que você faria? O que espera do EmpresaBrasil!? O que deixamos de fazer? Quais as idéias que gostaria de expressar? Esperamos seus comentários!

Saudações

Empreendedorismo no Twitter
Licença de uso
Sinta-se à vontade para utilizar os artigos aqui publicados, sempre colocando o autor e o link para esse site.
Assine EmpresaBrasil!

Digite aqui seu e-mail:

Apresentação Empreendedorismo
  • Mídias sociais em dois minutos
    Elaborado por Karma Glove e Tim Fogg, o vídeo acima apresenta dez bons motivos pelos quais a sua marca precisa estar mais presente nas mídias sociais... [[ This is a content summary only. Visit my website for full links, other content, and more! ]] […]
  • O avatar ideal
    O que o seu avatar diz sobre você ou sua empresa? Pois assim como um logo de uma marca, a imagem que está disponível no perfil da sua rede social... [[ This is a content summary only. Visit my website for full links, other content, and more! ]] […]
  • FlipBoard, eu vi por dentro #siliconvalleymission
    Conforme havíamos anunciado, brindaríamos vocês leitores com um pouco do espírito da viagem que chamamos carinhosamente de #siliconvalleymission... [[ This is a content summary only. Visit my website for full links, other content, and more! ]] […]
Arquivos
Entrevista
FormSpring Me