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Esta semana realizamos uma entrevista especial – Kaleil Isaza Tuzman -criador da GovWorks que teve seu boom e sua queda documentadas no filme Start-up.com. Foi um papo maravilhoso. Quase 2 horas de fitas gravadas, com vários pontos altos, discussões acaloradas e conclusões interessantes.
Mas não vou falar disso agora, pois ainda precisamos terminar a edição da entrevista – ela só vai ao ar no final dessa semana – mas para discutir um pouco como o empreendedor é um grande vendedor. Kaleil é um desses exemplos.
Não falo daquela imagem antiga que temos do vendedor, o chato, o típico caixeiro viajante, aquele que te faz levar o produto só para você se ver livre dele… falo do vendedor apaixonado, que ama (sinceramente) o que está vendendo e que é, por conseqüência, um ser interessante, cheio de histórias, repleto de saídas e meandros para quando a venda empaca e uma pessoa capaz de vender sonhos!
Esse é o empreendedor!
Muitas pessoas me perguntam se elas que não nasceram com esse dom “vendedor” então não podem (ou devem) se tornar empreendedoras. Fazem uma referência natural a pessoas que conhecem da mídia – Nizan Guanaes sendo muito citado – como exemplo de pessoas extrovertidas, brincalhonas, cheias de tiradas ótimas e que “vendem” seus negócios o tempo todo de maneira brilhante e, como não se enxergam Nizans, se intimidam e até se questionam se podem ser empreendedores.
Minha resposta é sempre que SIM! Não por uma coisa Polyana, boba, mas sim porque acredito mesmo que quando a pessoa resolve montar o seu negócio a paixão é tão grande que mesmo o mais tímido dos seres humanos arruma um jeito de ser “vendedor”. Já vi de japonês fechado a engenheiro típico vendendo seu negócio de forma brilhante – original, sem dúvida – mas brilhante.
Não é o estilo que importa, nem mesmo a forma. O que vale é pensar no seu negócio como algo que deve ser “vendido” o tempo inteiro, vendido pro seu pai (quando você vai contar para ele que aquela faculdade maravilhosa não serviu para você virar um grande executivo), pra namorada (quando você disser que a partir daquele momento a grana e o tempo estarão curtos), para um sócio (quando você quer que ele ponha dinheiro no negócio), para um investidor, para um cliente, para a imprensa e, em última análise, para você mesmo!
E, se no último dos últimos casos, você ainda achar que é tímido demais para a coisa, você ainda tem uma saída: arrume um sócio ou contrate alguém que cumpra esse papel!
Não tem desculpa não, se a pulguinha te mordeu, vá em frente!